segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
sábado, 26 de junho de 2010
tudo muda quando menos se espera...
Tudo ficou menos real agora...
Transformei-me numa menina pequenina que tem medo de olhar para o futuro..estou sensível e sei que não tenho estrutura para aguentar.
O tempo desaparece e roubou-me a possibilidade de aproveitar tudo tal como desejei e 'combinei'.
Agora existirá uma data, agora tudo tem prazo...
Sei que muita coisa mudará ... haverá a rotina dos exames, das consultas, a ansiedade marcada enquanto aguardo cada resultado. Estes últimos tempos, embora camuflados com a cumplicidade e alegria da companhia de alguns amigos por alguns momentos, foram difíceis, e nunca deixei de saber que tinha de tomar uma decisão... embora tenha andado a adiar o inadiável, a Vida não esperou por mim ... assim que chegou pregou-me uma partida e tomou "a decisão" ... já não à volta a dar ...
Só há uma única coisa que esta estranha forma de viver já não me tira... são as recordações... terei que me prender a elas para poder sorrir?!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Resiliência...
do Lat. resilientia, resilire, recusar, voltar atrás
s. f., Mecân., - capacidade de resistência ao choque de um material, definida e medida pela energia absorvida pela ruptura de uma amostra de secção unitária desse material; energia necessária por unidade de volume para deformar um corpo elástico até ao seu limite de elasticidade.
Na vida, mostra-se pela inata capacidade de resistir a todos os golpes que desferem em nós. A vida, a capacidade de adaptação e a inteligência vão-nos munindo de alguma resiliência. Mas é preciso ser-se um grande ser humano para aguentar em pé todos os puxões de tapete ... E hoje, este post é dedicado a uma grande mulher, a mim, que tenho aguentado estoicamente a todas as adversidades e espera pacientemente que o universo lhe devolva em triplo o que lhe tentaram roubar, como é próprio de um universo bem comportado.
*Zudan is right ..sometimes..
...
Este homem é um génio, nunca duvidei!
.jpg)
ao ter uma conversa sincera com um amigo ao telefone, oiço a seguinte frase: " comecei os meus últimos relacionamentos pelo fim..". Ironicamente esta frase fez-me lembrar de um texto genial que tinha lido há bem pouco tempo do Woody Allen..aqui fica o registo..
quarta-feira, 23 de junho de 2010
away we go again :(

..And then I felt sad because I realized that once people are broken in certain ways, they can't ever be fixed, and this is something nobody ever tells you when you are young and it never fails to surprise you as you grow older and you see the people in your life break one by one. You wonder when your turn is going to be, or if it's already happened...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
cigana das sinas

Neste final de tarde num passeio por Belém e CCB.. com o sol a imperar. Famílias de fim-de-semana felizes, aproveitam o seu dia de descanso. Os miúdos correm pelo verde. Jogam futebol, lançam papagaios ao ar. Os crescidos aproveitam para ensinar o verbo amar. Cheira a traquinice saudável. Um olhar atrái-me, quase que chama por mim. E chama-me - "menina venha cá". Aproximo-me quase que sugada, beijando a calçada quebrada. Um sorriso enorme, deixa vislumbrar um poço sem fundo. Vestida de negro escuro, trajada como os antepassados ditam - num negrume de xaile bordado, um lenço pelos cabelos que lhe rezam a idade pesada e a saia rodada. A velha cigana aproxima-se de mim. Pergunta-me se quer que me leia a sina; não espera pela resposta. Que sina maldita - a minha! Pede permição ao tempo para recuar e lhe vir às memórias os meus tempos vividos. Esforça-se a sentir o que me diz sentir. Apressa-se para me tentar advinhar o futuro. Tenta ser credível - inacreditavelmente. Sobra em mim um silêncio pasmado ao ouvir aquele monólogo conhecido. Onde será que já ouvi isto? Convenço-me que são alucinações. Fixo-me num momento bom, enquanto lhe sinto a pele calejada pela vida a roçar a minha mão. Linha a linha, tanto para dizer, nada onde quisesse acreditar. Coincidências. Não espero respostas. E o tempo que não passa. Fala-me de um amor maldito, de uma felicidade adiada. Doença. Uma viagem inacabada ... de tanta outras coisas malditas. Dá voltas e voltas. Acaba sempre à espera de um sinal de resposta. Um desprendido sim que a motive nesta conversa sem fim. O tempo passa. Pergunta-me: "E a menina é feliz?".
O meu silêncio ampara-lhe o monólogo.
Olho para o céu azul, perco-me nas doces crianças. Papagaios coloridos, um plural de balões esquecidos no ar. Levados para onde a sua sina os traçar.
Encontro-me ao redor no seu olhar azul, impenetrável. Sorrio-lhe meigamente. Pergunto-me a mim mesma porque o faço? Sem resposta, respondo-lhe: "A sina somos nós que a fazemos, o que está traçado é apenas um esboço dela. Sim, tento ser feliz!".
Abandono-a. Sigo em frente. Sinto-me como um daqueles balões largados - sem rumo, sem destino, sem querer saber dele. Assim, sou feliz !
Signs
Life is one big road with lots of signs. So when you`re riding through the ruts don`t complicate your mind. Flee from hate, mischief & jealousy. Don`t bury your thoughts, put your vision to reality. Wake up & live.
[ Bob Marley ]
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Sentir Saudades
São as pequenas coisas que me vão faltar quando tudo arder.
Sentir-te derretido no sono, agarrado à tua, à minha e a outra qualquer almofada.
Encontrar-me a vaguear em passos lentos pela casa de manhã, sem te querer acordar e ao mesmo tempo a querer-te só para mim.
Levanta-te...
Já é tarde! Vê se acordas!
Rezingas qualquer coisa e viras-te [indiferente] para o outro lado.
Acho-te piada!
Adoro,
advinhar-te enrolado nos lençóis - que foste coleccionando para ti - durante a noite toda.
Rendo-me,
aos teus caprichos mimados.
Entrego-me,
ao teu beijo no meu sono, mesmo quando apenas é feito de preguiça.
Perdoo-te,
o pequeno almoço [prometido] que nunca chegas a preparar.
Prefiro-te ao meu lado.
Falta o tempo, mesmo com tanto de sobra.
Falta-me o teu olhar de sono, a tua cara de mal-encarado quando nos cruzamos.
É de manhã, talvez até já seja tarde, quando olho para ti – pela primeira vez em cada dia – e percebo que me fazes falta, que [com tão pouco] me habituei a ti, quando cuidas, quando me tocas com mimo, quando eu me sinto amada.
Encontro-me nos teus minutos, nos teus [tão nossos] olhares feitos de silêncios.
Perco-me no teu sorriso, de onde não me apetece sair. Onde me preciso encontrar.
Sinto-te.
Gosto de te gostar.
* parabéns a quem fez anos ontem :)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Pulmões em greve...
(Nos)talgia

Pedia-te para me contares uma História. E não resistias, como sempre.
Sentaste-me vezes sem conta no teu colo, aninhavas contra ti n'uma cumplicidade tal.
Começávamos a voar pela imaginação adentro, onde nada nos impedia de sermos nós próprios.
As histórias re-inventadas, repetiram-se vezes sem conta, nada de princesas nada de fadas nem castelos encantados .. sempre com um lagarto à mistura (o famoso gekko pintado na tela). Mas os teus olhos, esses brilhavam de entusiasmo e encantamento, como nunca. Eram como uma viagem ao mundo da fantasia! Um misto de sentimentos num vitral envidraçado avistado no Olhar. Quando se olha na alma e parece que...
Tudo estremece,
Tudo se consome,
Tudo se rende,
Tudo pára..só para me leres esta História!
Um aconchego no teu peito, um embalo de cumplicidade, uma passagem pelas lembranças passadas..
Adormecia em ti.
Nostálgico mas carregado de muitos pedaçinhos de carinho.
Uma viagem à casa das recordações!
Thanks Dad!
*as minhas melhores recordações de sempre




